Eu comecei a desenvolver front-end em 2009. Naquela época, era um desafio entregar sites bonitos, funcionais e que funcionassem bem em vários navegadores.

Muita gente não faz ideia do quão trabalhoso era usar um simples PNG.

O suporte ao CSS era precário, o JavaScript era interpretado de formas diferentes, e até tags HTML básicas levavam anos para ter suporte nos navegadores.

Às vezes, centralizar uma <div> era um verdadeiro desafio.

Além disso, ainda lidávamos com conexões de internet extremamente lentas.

Hoje, mesmo com a evolução constante do CSS, dos frameworks modernos de JavaScript, da inteligência artificial e da velocidade da internet, sinto que no design não acompanhamos essa evolução — e talvez até tenhamos regredido.

Ícones estão cada vez mais genéricos, sem personalidade; as fontes são as mesmas de 15 anos atrás; e os sites, cada vez mais padronizados, estáticos e menos interativos.

Não quero voltar ao espetáculo dos sites em Flash, mas se antes eu precisava conversar com designers sobre as limitações do que estávamos construindo, hoje preciso convencer que podemos e devemos explorar mais: elementos interativos, animações, transições e a barra de scroll.

Hoje não precisamos mais perder tempo com CSS sprites, converter fontes em imagens, usar GIF de 1px pra empurrar layout ou fazer gambiarras pra suportar tags que alguns navegadores nem reconheciam.

A internet voa, o suporte é amplo, as ferramentas são poderosas.

E mesmo assim… seguimos escolhendo ícones estáticos de bibliotecas prontas como se fosse o auge da criatividade. Pelo amor de Deus — dá pra fazer mais, muito mais.